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5 - Considerações Finais

 

 

Vivemos num mundo desafiado pelo efeito estufa, pelo desmatamento das florestas, pela poluição do ar, do solo e das águas. Essa degradação é agravada, anualmente, quando 80 milhões de pessoas são adicionadas ao número total da população mundial, reclamando seus direitos sobre os recursos naturais da Terra.

 

Quando pensamos que o planeta dispõe da mesma quantidade de água (praticamente a mesma de há 3 bilhões de anos) para um número cada vez maior de pessoas e que essas mesmas pessoas poluem os rios, e desviam excessivamente a água dos mesmos e dos aqüíferos para a agricultura, secando o curso daqueles e diminuindo o nível de água desses, começamos a ter uma noção de que a água não é um recurso infinito e inesgotável.

 

Além disso, nos deparamos com a irregularidade na disponibilidade (distribuição) dos recursos hídricos em todo o planeta, condicionada ainda pelas características socioeconômicas de cada região, ou seja, nem sempre abundância de água significa acesso da mesma em qualidade e quantidade para a população. Em muitas regiões do mundo a baixa disponibilidade de água quase nada tem a ver com escassez de água

 

Por outro lado, seguramente, é possível afirmar que a escassez hídrica também significa escassez alimentar, pois o principal insumo da agricultura irrigada é a água e à medida que esta é desviada para a demanda exigida pelas cidades e indústrias, provoca-se a perda da capacidade de produção de alimentos, tornando as nações mais dependentes da importação de grãos e, como conseqüência elevando os preços no mercado internacional.

 

O alto número de rios compartilhados por dois ou mais países, combinado com uma escassez hídrica cada vez maior para populações crescentes, leva muitos políticos e cientistas a alertar para um futuro de “guerras hídricas.”

 

As Metas de Desenvolvimento do Milênio para 2015 estabeleceu a redução à metade da proporção de pessoas sem acesso à água potável e ao saneamento adequado. A fim de atender aos novos compromissos, os serviços de água terão que alcançar mais 550 milhões de pessoas, e o saneamento adequado 1,3 bilhões de pessoas, até 2015 (Assembléia Geral da ONU, 2000).

 

São prioritárias e possíveis mudanças nos hábitos das pessoas e dos governos com relação ao uso da água visando o crescimento econômico e ao mesmo tempo respeitando a capacidade dos recursos hídricos, aumentando a eficiência hídrica a fim de evitar a escassez de água nos próximos anos.

 
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